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Trabalhadores do Santander aprovam acordos coletivos com avanços na PPRS e novos direitos
06/11/2026
Assembleias realizadas em todo o país nesta sexta-feira (6) confirmaram a aprovação das propostas negociadas pela representação sindical, garantindo direitos para o período de 2026 a 2028

Os empregados e empregadas do Santander aprovaram, em assembleias realizadas nesta sexta-feira (6), em todo o país, as propostas de renovação dos acordos coletivos de trabalho específicos do banco. A decisão consolida conquistas obtidas após meses de negociações e mobilizações da categoria, com avanços na Participação nos Resultados Santander (PPRS), nas bolsas de estudo e nos direitos das pessoas com deficiência (PCDs).
Foram aprovados o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) – Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2028 e o Termo de Relações Laborais e Prestação de Serviços Financeiros, ambos com vigência de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2028. Os trabalhadores também aprovaram o acordo que regulamenta a PPRS para os exercícios de 2026 e 2027, além da autorização do desconto decorrente da negociação coletiva.
A aprovação representa uma vitória da organização dos bancários e financiários, que, por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, enfrentou a resistência do banco para conquistar melhorias nas propostas apresentadas ao longo da Campanha Nacional de 2026.
Conquistas que fazem a diferença
Entre os principais avanços está a garantia de um valor mínimo de R$ 3.880,84 para a PPRS referente ao exercício de 2026, na faixa de rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) de até 13%, observadas as regras de elegibilidade do programa.
Sem a garantia negociada, as projeções indicavam que o pagamento nessa faixa poderia cair para aproximadamente R$ 3.357,67. A conquista impede essa redução do piso, preservando o valor mínimo pago pelo exercício de 2025.
O acordo também mantém 2.500 bolsas de estudo e amplia as possibilidades de utilização do benefício, incluindo segunda graduação, segunda pós-graduação e segundo MBA. A relação de cursos contemplados passa a abranger áreas como Ciência de Dados, Inteligência Artificial, Cibersegurança e Engenharia da Computação e de Software. Outra conquista importante é a reserva de 10% das bolsas para trabalhadores com deficiência.
Na área da saúde, foi assegurada a manutenção da isenção de coparticipação no plano de saúde para empregados com deficiência durante afastamentos previdenciários ou acidentários, conforme as condições estabelecidas no acordo.
Mobilização e negociação garantiram avanços
Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, o resultado das assembleias demonstra a importância da unidade dos trabalhadores e da atuação das entidades sindicais.
“A aprovação dos acordos é resultado da mobilização e da persistência dos trabalhadores e de sua representação sindical. Não foi uma negociação fácil. Tivemos que enfrentar a resistência do banco e insistir para garantir avanços concretos, especialmente na PPRS, na educação e nos direitos das pessoas com deficiência. A participação da categoria nas assembleias fortalece essas conquistas e demonstra a importância da negociação coletiva”, destacou Ana Marta.
A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, funcionária do Santander e integrante da COE, Rita Berlofa, ressaltou que as conquistas são ainda mais relevantes diante da política de redução de postos de trabalho e de unidades de atendimento adotada pelo banco.
“O Santander continua apresentando lucros bilionários, enquanto reduz seu quadro de funcionários e sobrecarrega quem permanece trabalhando. Nesse cenário, garantir direitos e impedir perdas na remuneração dos empregados é fundamental. A aprovação dos acordos demonstra a força da organização coletiva, mas nossa luta continua pela valorização dos trabalhadores, pelo fim das demissões e por melhores condições de trabalho”, afirmou Rita.
A luta por melhores condições de trabalho continua
A Contraf-CUT destaca que a aprovação dos acordos não encerra as reivindicações dos empregados do Santander. A representação sindical continuará cobrando o fim das demissões, a preservação dos postos de trabalho, o combate ao assédio moral e às metas abusivas, além de medidas para enfrentar a sobrecarga de trabalho e o adoecimento da categoria.
A entidade também reforça que os resultados alcançados demonstram a importância da organização sindical, da participação nas assembleias e da negociação coletiva para a manutenção e a ampliação dos direitos.
“As conquistas não são concessões do banco. São resultado da organização, da mobilização e da luta coletiva dos trabalhadores”, concluiu a coordenadora da COE/Santander.
Fonte: Contraf-CUT