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Sindicato faz denúncia ao Ministério Público por restrições ao atendimento presencial nas agências

09/06/2026

Entidade pede apuração de práticas que estariam impedindo consumidores de acessar os caixas internos e aumentando riscos de fraudes e golpes

Imagem regada por IA

O Sindicato dos Bancários de Campina Grande e Região protocolou denúncia junto à Curadoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba solicitando a apuração de práticas adotadas, por alguns bancos, que vêm restringindo o atendimento presencial em agências bancárias.

Segundo a denúncia apresentada pela entidade, consumidores têm relatado que funcionários, terceirizados e ou estagiários são posicionados nas áreas de autoatendimento para realizar uma espécie de triagem, direcionando compulsoriamente clientes para caixas eletrônicos, aplicativos, internet banking ou correspondentes bancários.

Em diversas situações, usuários que desejam realizar operações presencialmente estariam sendo impedidos de acessar os caixas internos das agências, especialmente quando as transações envolvem valores considerados inferiores aos limites estabelecidos pelas próprias instituições financeiras.

Para o Sindicato, a prática representa uma limitação indevida do direito de escolha do consumidor e pode configurar redução da oferta de atendimento presencial, prejudicando principalmente idosos, pessoas com deficiência, consumidores com pouca familiaridade tecnológica e outros grupos em situação de vulnerabilidade.

Riscos para os consumidores

Na representação encaminhada ao Ministério Público, o Sindicato destaca que a substituição forçada do atendimento humano por canais eletrônicos pode aumentar a exposição dos consumidores a golpes, fraudes, erros operacionais e até situações de insegurança patrimonial.

A entidade também chama atenção para os riscos decorrentes do encaminhamento de clientes para correspondentes bancários ou para a utilização obrigatória de equipamentos eletrônicos, especialmente quando se trata de pessoas que não possuem autonomia ou confiança para realizar operações financeiras por meios digitais.

"O avanço tecnológico é importante e deve estar à disposição dos clientes. O que não pode ocorrer é a eliminação, na prática, do atendimento presencial e a imposição de um único canal de atendimento ao consumidor. O cidadão tem o direito de escolher a forma pela qual deseja ser atendido", destaca a direção do Sindicato.

Defesa do atendimento digno e acessível

Para o Sindicato, a modernização dos serviços bancários não pode servir de justificativa para a exclusão de consumidores que dependem do atendimento presencial para realizar suas operações com segurança e tranquilidade.

A entidade reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos da população usuária dos serviços bancários e acompanhará os desdobramentos da denúncia junto ao Ministério Público, cobrando das instituições financeiras respeito aos consumidores e manutenção de canais de atendimento acessíveis, seguros e eficientes.

"Os bancos devem utilizar a tecnologia para ampliar opções e facilitar o acesso aos serviços, nunca para restringir direitos ou afastar os consumidores do atendimento que necessitam", conclui o Sindicato.

Fonte: Sintrafi/CGR

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